terça-feira, agosto 23, 2005

Por entre montes e vales vai caminhando o rio... Posted by Picasa

segunda-feira, agosto 22, 2005

RIO ZÊZERE

Ora se diverte nos socalcos da serra,
ora se espraia em pleno abraço,
ora estruma o lodeiro que encerra
o pão da vida que enche o regaço.

Ora murmura docemente nas areias,
ora saltita pelas rochas limadas,
ora se mostra arrogante e sem peias,
caindo em cascata das alcantiladas.

Ora se aperta em garganta estreita,
ora se sorri com renovado alento,
ora se aquece com sol que espreita
entre pinheiros abanados por vento.

Ora cintila em espelhado lago,
ora perfuma suas águas cristalinas,
por fim, entrega-se com terno afago,
nos braços de prados e de campinas.



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In Rotas da Vida


sábado, agosto 20, 2005

No silêncio da noite voa o pensamento e descansa a alma... Posted by Picasa

quinta-feira, agosto 18, 2005

PENSO EM TI



Penso em ti quando enamorada
navegavas num mundo de ilusão,
teus olhos meigos na face rosada
eram liras dedilhadas com emoção.

Amar esses olhos como escravo
e beijar essa boca colorida,
secar tuas lágrimas com afago
era o grande sonho da minha vida.

Meu amor era um rio em caudal,
era o pão na mesa do apaixonado
e o fruto amargo e desejado…

Era a dor que abraçava divinal,
o fel que me queimava como lume
e me enchia a alma de azedume.

quarta-feira, julho 20, 2005

Num belo cantinho descansa oesp�rito... Posted by Picasa
SAUDADES

Mora no meu ser,
que dormita incólume,
uma viagem vivida
de um amor que chora
e sofre acorrentado
a um labirinto de sonhos...
Sonho teus seios ao luar
e tua boca ardente
onde se queimam meus lábios
em rubras labaredas,
sussurrantes de desejos
e mendigos de um amor
adornado de paixão...
Transborda a saudade
dos tempos vividos
na cavalgada da vida,
sedenta dos carinhos
que saboreava com delícia
e se perderam pelos caminhos
sem rumo e sozinhos...
Murcha de saudades o amor
que aos poucos vai morrendo
e mergulhado na dor caminhando
vai lentamente seu final tecendo.

terça-feira, julho 05, 2005

Bela paisagem cercada de cintilantes lagos. Posted by Picasa

MATINAL PRIMAVERIL

Pétalas choram lágrimas de orvalho
Que a maresia cobriu com carinho,
O sol afaga a abelha que no trabalho
A flor amima, beijando-a de mansinho.

Milhares de reflexos brilham prateados
Pelas matas e bosques verdejantes,
Cantores entoam melodiosos trinados,
E ribeiros confundem-se rumorejantes.

Coloridas pinturas de diversas flores
À Natureza dão mais brilho e alegria,
O arco-íris espalha suas lindas cores
E a manhã alinda com o raiar do dia.

Miram-se as árvores no cintilante ribeiro
Espelhado com o cristal das suas águas,
Os peixes gozam fulvo sol fagueiro,
Nadando com graça por entre as fráguas.
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In IMAGENS

Apaga-se a luz do dia e começa a folia




NOITE (DES)CANSADA



Ruas apinhadas de gente! Há festa na cidade e o povo das redondezas veio para se divertir nos festejos. Mas, enquanto uns rodopiam e gozam da sua liberdade, outros tentam recuperar de uma semana de trabalho e perdem essa mesma liberdade. Por todo o lado estridentes e enormes autofalantes vomitam sons que de músical apenas têm o som instrumental. Estremecem janelas e portas das casas e o "povinho" acotovela-se pelas estreitas ruas. O sossego necessário para um recuperador descanso está afastado, pois, a barafunda musical jamais o permitirá. A noite avança e a algazarra continua sem o mínimo respeito pelas liberdades de cada um. Duas horas da manhã! Seria razoável que os festejos terminassem a esta hora. Mas, não. Lá fora a mesma folia avança. Já não há forma de descanso e aquilo que deveria ser uma noite de recuperação, converte-se em noite de insónia e pesadelo. Bendita liberdade!